Painful Reality

Acendo um cigarro e deixo o fumo tomar conta de mim. É ele que me deixa anestesiado dos sentimentos que me estão a impedir de viver, agora. A desilusão é que este pau de cancro não dura por umas duas horas ou três, e tenho de enfrentar a realidade, por mais que me aperte o coração. Coração... De que vale termos um coração se ele pode ser partido? Já cito Tina Turner... E de que vale termos um coração, se quando ele é ferido, a sua ferida demora uma eternidade a sarar?... Mas porque é que me aventurei de novo? Porque é que eu, sabendo a víbora que és, fui provar do teu veneno outra vez? Parece que vicia, portanto. Após de me hipnotizares, claro. E quem acaba por se magoar sou sempre eu. Porque tu pareces não ter sentimentos. Ou mentes, não faço a mínima. Só sei que me deixas tão em baixo, mas apenas porque não estou habituado a lidar com a realidade. Com a tua realidade. Com a tua linda e maravilhosa realidade. E, uma das poucas vezes, não estou a ser irónico, porque a ironia não serve para ti. Tu não és ironia. Tu não passas de uma realidade. De uma linda, maravilhosa e dolorosa realidade.

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