Carta para ti



Será que o amor morreu? Será que todos estes anos fizeram desvanecer aquele amor infantil que supostamente nunca houve? Não quero acreditar que sim. Mas a verdade é que nenhum de nós os dois nunca soube aceitar tal coisa, porque vivíamos sempre na esperança que isto resultasse. Perguntaste-me "Como é que sabes que nunca valerá a pena se nunca tentámos?". E aí está, se isto fosse amor, nem eu te conseguiria deixar escapar tão facilmente por entre os meus dedos. E aí volto-me a perguntar "Isto é amor?". E todos os dias passas por mim, e é essa brisa deliciosa que me responde sempre, cortante, ofegante, que me tira do sério, respondendo a todas as perguntas que eu alguma vez me questionarei. 
Sabes uma coisa ainda melhor? Eu amo-te. E é por essa razão que não quero aceitar o amor. Porque este amar fingido está a dar cabo de mim, todos os dias me levanto a pensar em ti, e quando sonho contigo, meu Deus... Passo o dia a querer voltar para a cama. Para esse mundo só teu e meu.
Eu quero-te, como não te quero. Eu amo-te, como te amo ainda mais. E se duvidares alguma vez das minha palavras, pensa melhor. Pensa melhor em mim. Mas sobretudo, pensa melhor em nós. E aí, vais esclarecer todas as tuas dúvidas. 

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