Chains


Estou neutro. Estou cada vez mais perto, mas a distância parece ser cada vez maior, e eu caminho absorvendo tudo o que o tempo nos dá. Já tenho o coração cheio de ferro, mas que não enferruja, pois cada vez que penso que ele já foi acorrentado, surge aquela brisa refrescante e agridoce que o enche. E a cabeça? Já a esgotei, já a acorrentei. Penso que estou num daqueles momentos em que o coração comanda e sinceramente... Prefiro viver nesta dúvida, porque o sentimento de culpa chega sempre mais tarde e para além de sempre desprezar a ingenuidade, à medida que os segundos passam, contrario completamente os meus antigos princípios, e apenas para me sentir melhor. Já levei com tanto pesos, que a porta que se abrir, eu nem penso duas vezes até nela entrar, e ignoro completamente as consequências, as desavenças, porque as vivências que estou a viver agora... Não me deixam de coração preso. São essa brisa que mo arrefece. E a cabeça? Não... Nem mesmo o mais amargo sentimento a desacorrenta, porque finalmente entrei. E as correntes não me impediram. Foi o sorriso. 

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