Ponto e Vírgula


   Às vezes pergunto-me se vale viver a vida sem desilusões e sem deceções pessoais, visto que o ser humano nasce sem força, desamparado, e agarra-se às coisas que o desmoronam para poder viver uma vida fútil, nesta sociedade superficialista. E são nestas alturas de desespero que encontro a resposta, escarrapachada no coração, que me faz sobreviver e não viver, que me faz andar, mas que não me faz correr. E será que vale a pena correr? Será que vale a pena viver a vida de uma maneira exuberante, viver de uma forma que nos faça morrer de êxtase se depois... tropeçamos? Nesta altura nem eu próprio sei responder às minhas perguntas. Já nem sei se vale pena, se não vale. Se vale a pena pedir desculpa e fingir que nada aconteceu, ou viver nesta rotina que magoa e que nos aperta até ficarmos muito pequeninos. Agora, eu já não sei. Já não sei para onde deva ir, já não sei se hei de esforçar a garganta e o cérebro. Para já, quero descansar. Pode ser que se andar com cuidado não falhe uma pedra e tropece de vez.

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