"Quando danças tens o mundo aos teus pés."

 
  Às vezes olho para ti nas aulas de mansinho. E reparo na maneira como estás atenta ao teu pequeno pedaço de mundo, na maneira como afastas o teu cabelo e na maneira com que inspiras o que a vida te dá de melhor. É impossível chegares ao estado de vulnerabilidade, porque assim tu não o permites... E é isso que me faz sorrir cada vez que olho para de ti de relance para não te mostrar que, na realidade, já estou a olhar para ti há 5 minutos.
  Desculpa.
 Talvez não era nada disto que esperavas de mim, mas vagueio por aqui à espera que percas esse poder que tens de me trancar sempre o olhar no teu sorriso, nos teus olhos e em todo esse teu "tu". Confesso que não tenho jeito para para textos bonitos, muito menos para te ter aqui, no meu peito com o teu cabelo ondulado enrolado nos meus dedos. Toda essa tua vaidade, e a brisa de perfume caro incendeiam os meus pensamentos e a minha garganta com vontade de te tocar, e de acordar ao teu lado, nas manhãs de domingo, com a tua serenidade e o teu sorriso descuidado. E admito que às vezes a minha única vontade era de te podir abrir o meu coração, mas ultimamente a minha única preocupação é (tentar) evitar ao máximo qualquer coisa que me convença que todo este esforço vai ser em vão. Se me conhecesses bem sabias que não te resisto... Que apenas um daqueles teus sorrisos e daqueles teus abraços apertados é o necessário para o meu mundo me cair aos pés. E o meu coração começar a bater mais rápido. Mas como em toda a momentaneidade, satisfazes-me no momento; fazes-me sentir livre e deixas-me com sem qualquer reação.
 E aí, não quero saber se estou apaixonado ou não.
 Eu só sei de ti. Só sei de mim. Só sei de nós.
 E é só esse mundo que eu necessito, és só tu.

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